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Da sobrevivência à transformação – um convite para repensarmos a aprendizagem

A educação – a forma como organizamos o ensino e a aprendizagem ao longo da vida – há muito desempenha um papel fundamental na transformação das sociedades humanas. Ela nos conecta ao mundo e uns aos outros, nos expõe a novas possibilidades e fortalece nossas capacidades de diálogo e ação. Porém, para formar futuros pacíficos, justos e sustentáveis, a própria educação deve ser transformada” - Unesco


Nossas iniciativas de Educação Corporativa estão realmente impactando as pessoas e contribuindo para transformar a realidade a nossa volta?


Essa é uma pergunta que sempre me inquietou.


Claro que é indiscutível a importância da aprendizagem para a nossa construção e evolução enquanto sociedade, bem como para o crescimento das pessoas e do negócio. Mas, de uns tempos para cá venho me perguntando se, o que estamos entregando como desenvolvimento, está realmente fazendo a diferença, na vida das pessoas e no mundo.


Apesar de toda evolução ao longo dos últimos anos, percebo que nossas soluções de aprendizagem ainda são orientadas para atender demandas de curto prazo, buscando diminuir as lacunas de competência e de requalificação, para que as pessoas tenham prontidão para desempenhar seu trabalho e, consequentemente, alavancar os resultados do negócio.


Sei também que nos últimos anos estamos sendo pressionados a concentrar nossos esforços para responder às mudanças, impulsionadas pela Transformação Digital. E essa pressão se intensificou com os desafios impostos pela pandemia, que expôs ainda mais as nossas vulnerabilidades em lidar com grandes disrupções.


Tivemos que entrar no modo “sobrevivência” para reagir rapidamente e adaptar nossas soluções de aprendizagem, do presencial para o digital, e para apoiar os líderes nos desafios que surgiram. Sabemos também que ainda teremos que lidar com algumas consequências de médio e longo prazo, com os desafios do modelo híbrido de trabalho e com outras disrupções que ainda virão por ai.


E, à medida que a pandemia vai dando uma trégua, vamos alimentando a expectativa de voltar a um “novo normal”, que nos traga um respiro e um pouco de estabilidade. Um “novo normal” que nunca existirá pois estamos em estado permanente de impermanência.


Se por um lado isso pode parecer um tanto desesperador, por outro estamos diante de uma janela de oportunidade para reimaginarmos o papel da educação corporativa daqui pra frente.


E diante disso venho também me perguntando: que caminhos estamos vislumbrando para a educação corporativa de agora em diante? Voltaremos à forma como atuávamos antes? Vamos continuar com o modelo que adotamos durante a pandemia? Será algo diferente?


Entendo que estamos diante de um ponto de inflexão, que será crucial para evoluirmos e expandirmos o impacto da aprendizagem corporativa. Veremos que algumas empresas manterão a educação corporativa no modo sobrevivência, ou seja, sua estratégia educacional continuará voltada para responder aos desafios latentes de curto prazo e reagir aos desafios, conforme se apresentam. Por outro lado, veremos empresas que aproveitarão este momento para transformar a educação corporativa, reimaginando e construindo um novo posicionamento e novas possibilidades de futuro para a aprendizagem.


Esse é um chamado urgente, pois há tempos já nos demos conta de que nossos modelos educacionais - acadêmicos e corporativos, pautados no modelo industrial, não cabem mais para preparar as pessoas para um mundo mais digital, hiper conectado e interdependente.


Além disso, a pandemia deixou ainda mais evidente questões críticas que estão nos levando em direção a um mundo colapsado - social, econômica e ambientalmente, onde, se nada for feito, chegaremos a uma crise planetária sem volta.


Mais do que desenvolver habilidades fundamentais para o mundo do trabalho, precisamos impulsionar novas mentalidades e novos níveis de consciência para que as pessoas possam ser agentes transformacionais, capazes de prosperar em contextos de incerteza e complexidade, conscientes do seu papel e responsabilidade, não apenas como profissionais, mas também como cidadãos de um ecossistema global.


O desafio está justamente em nos prepararmos para sair do modo sobrevivência, ao mesmo tempo que aproveitarmos essa oportunidade única para expandir, a potência e o potencial da aprendizagem, como catalisadora da transformação e da construção de futuros sustentáveis e prósperos, para além das fronteiras do negócio. E isso vai além de redefinir os programas, as prioridades ou adotarmos novas tecnologias educacionais.


É claro que essa não é uma mudança que acontecerá do dia para a noite, mas não é algo impossível de se alcançar. O primeiro passo é repensarmos nossas próprias crenças sobre a aprendizagem e abrirmos tempo em nossas agendas para imaginar cenários futuros para a educação corporativa, por uma perspectiva regenerativa, que não apenas atua para que os negócios prosperem, mas que contribui ativamente para a construção de um mundo e um futuro melhor para todos.


E para impulsionar esse movimento, separei algumas perguntas para que você possa se inquietar comigo e juntos, possamos construir o futuro da educação.

Eu sugiro tirar esse contexto de pós pandemia e "novo normal" ao longo do texto (acho que está cansativo ler sobre isso e pensei em construir textos mais "perenes", com menos marcação de texto). Podemos construir esse contexto em cima de "estamos em estado permanente de impermanência" Ficaria algo como "Alimentamos as expectativas de ter um respiro e um pouco de estabilidade, mas esse período nunca existirá. Estamos em estado permanente de impermanência. Diante disso me pergunto: que caminhos estamos vislumbrando para a educação corporativa daqui em diante?"

E ai, conta pra gente nos comentários:

Em que momento a educação corporativa do seu negócio está: sobrevivência ou transformação?

E qual é o seu sonho grande para o futuro da educação corporativa?


Viu como foi rápido?

Bom, por hoje é só. Se você quiser comentar nesse artigo, pode ficar super à vontade. Em breve a gente se fala mais.




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